quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Refutando o "Volta Lula"

Recentemente, digo, há alguns meses, o ex-ditador nigeriano, Muhammadu Buhari, foi eleito para ser novamente  o presidente. Um ato de desespero dos nigerianos diante das calamidades cometidas pelos bárbaros anti-Ocidente do Boko Haram, cujas brutalidades ultrapassaram o "admissível", o que já deveria ter chamado a atenção das autoridades internacionais para uma intervenção. 

Ouvi muitos comentários sobre esse fato, geralmente acompanhados de um "como pode?", "eleger um ditador?", "absurdo!", como se na história nacional não tivéssemos um Getúlio Vargas que, após quinze anos ininterruptos no poder, adequando-se as conveniências e, tendo instalado a mais sangrenta ditadura já vista no Brasil, foi eleito presidente, em 1950, com mais de 46% dos votos. Como se isso não bastasse, agora, surgem figuras, muitas vezes os velhos bajuladores de plantão e outros lambe-botas do governo, defendendo o retorno de Lula à presidência nas próximas eleições, em 2018, uma estultície sem tamanho, e ei de mostrar o porquê.

BENDITO E SORTUDO FILHINHO

Em 2006, em plena campanha eleitoral, o então presidente Lula, ao ser indagado sobre o fantástico e manifestamente imoral enriquecimento de um de seus filhos, respondeu com o cinismo típico: "Não posso tomar as dores do meu filho... se ele tá [sic] errado, ele paga... mas, ao mesmo tempo, não posso impedir que ele trabalhe." 
Apenas para efeito de entendimento: o chamado "Lulinha", até a eleição de seu pai, trabalhava como zelador de um zoológico. Como poderia um sujeito, por mais empenhado que fosse nessa profissão, com um salário de pouco mais de 600 reais, adquirir, em quatro anos, uma fortuna bilionária e tornar-se acionista de uma das maiores empresas de telemática do país? Sinceramente, o que penso sobre a resposta de Lula não poderia ser proferido em público sem ferir a decência. 

"BENEFÍCIOS"

O Bolsa Família, considerado pela FAO um dos maiores programas de distribuição de renda da América Latina, não obteve seu êxito em amenizar os contrastes sociais, e digo isso amparado em estatística: o IBGE calculou que, entre 2013 e 2014, o Brasil ganhou novos miseráveis. Tudo bem que esses dados são da gestão Dilma, mas a política assistencial em nada foi alterada nesse período.

PREMIAÇÕES "MENSAIS" E VERGONHAS INTERNACIONAIS

Sob Lula, o povo brasileiro foi espectador de um dos mais "circos" políticos da História: o Mensalão (ou Intentona Petista), o que nada mais foi que uma tentativa de golpe contra a democracia, amparado por um "ambicioso projeto de poder", como bem definiu o ex-presidente do STF, Ayres Britto. O nosso atualíssimo "Petrolão" (ou Intentona Petista II) não pode ser contabilizado no governo Dilma sem respingar no seu antecessor, uma vez que, como bem comprovam as delações premiadas de empreiteiros na Operação Lava Jato, a maior parte dos esquemas da quadrilha foram montados no governo Lula.

No que diz respeito a política externa, ponderando as gafes e vacilos de Lula, temos dois episódios vexatórios: (1) a "entrega" de duas refinarias da Petrobras ao cocaleiro eterno presidente da Bolívia, Evo Morales; (2) a intervenção brasileira em defesa de Manuel Zelaya, no episódio da reação militar em Honduras. No primeiro caso, foi pura falta de "culhões", onde a "garota-propaganda" do governo Lula, a afanadíssima Petrossauro (como a denominava Roberto Campos), foi prostituída por Lula, que ainda entregou as refinarias restantes ao tiranete indígena. No segundo caso, houve o mais descarado e ridículo desrespeito á Constituição, sendo que em seu artigo 4º, que trata das relações exteriores, em seu inciso IV determina a não-intervenção, ou seja, já não preciso mais delongar daqui.

E para finalizar, não poderia deixar de lembrar aos lulistas que, com o eventual retorno de Lula, seria ótimo que explicasse o assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, uma vez que esse empreendimento assassino, um dos mais bem engendrados que já houve, ocorreu em benefício da campanha de Lula em 2002, tendo José Dirceu e Gilberto Carvalho como principais nomes citados em investigações, que foram, respectivamente, Ministro-Chefe da Casa Civil de Lula e Secretário-Geral da Presidência do governo Dilma. Assim sendo, não há mais o que falar, no sentido de tornar ainda mais idiota o apoio de militantes acéfalos, uma espécie de nostalgia estúpida dos tempos em que tínhamos um presidente que se dedicava mais à autopropaganda e à exaltação de seu desprezo pelo conhecimento e pela decência do que à resolução real dos problemas que, ainda hoje, afligem o País.

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