sábado, 2 de janeiro de 2016

Por que não temos conservadores no Brasil

Temos o nome de "reaças", mas ainda há confusões quanto ao termo. "Reaça" é a abreviação de Reacionário, aquele que reage a algo (ou a alguém). A que reagimos? Aliás, será que estamos mesmo reagindo?

Diariamente, acusam-nos de sermos intolerantes, de não respeitar as diferenças culturais, de não aceitar diferenças comportamentais etc. Ou seja, muito papo, e poucas acusações concretas e de bom-senso. O fato é que ser conservador, no Brasil, não é tarefa para fracos. Requer estudo, suor e, muitas vezes, excesso de paciência. Os conservadores têm o velho histórico de serem atingidos, quer seja pela imprensa, quer por intelectuais, quer por políticos. Há muita controvérsia em torno, mas não devido a uma suposta ameaça que os conservadores oferecem, e sim, pela pura e simples ignorância da maioria quanto ao termo. Passa a ideia de retrógrado, atrasado, arcaísta. Na verdade, bem sabemos, não é nada disso.

O conservadorismo, em essência, NÃO é uma ideologia. É um modo de enxergar o mundo. Os conservadores não apontam um objetivo e fazem interpretações da História para alcançá-lo. Muito pelo contrário: fazemos da História a base para as ações que serão tomadas para o futuro. No Brasil, infelizmente, essa mentalidade não predomina. Os brasileiros, em peso, preferem "viver o momento"; não são austeros quanto à mudanças, tampouco cautelosos para com o reformismo. Por isso, são presas fáceis às ardis ciladas da esquerda. 

Ora, os brasileiros vivem em um filme de terror, daqueles em que as expectativas de escapatória são mínimas. A animosidade por mudanças na situação calamitosa da sociedade reforça cada vez mais o discurso esquerdista, que vem disfarçado com a alcunha de "progresso". O dito "progresso", na verdade, é o desmonte institucional corroborado pela propaganda enganosa, típica da esquerda, acompanhada do vitimismo dramático e da divisão social. 

Desde os anos 1970, a influência esquerdista nos meios acadêmicos, na mídia e na política têm aumentado formidavelmente, em especial, por seu viés marxista. Os conservadores estão mergulhados no mar comunista de ideias e projetos, no qual se encontra o Brasil. Remar contra essa maré vermelha não é fácil. Requer esforço, estudo e, principalmente, obstinação.

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