A
amabilidade do povo brasileiro à ação governamental é o maior obstáculo ao
desenvolvimento do País. Não pensem que estou exagerando. A fé cega posta nas
autoridades públicas faz que a massa popular, tão necessitada de serviços de
qualidade, recorra ao onipotente e todo-poderoso Estado. De fato, muitas
funções que deveriam ser nossas o governo arrogou a si, transformando uma
multidão de indivíduos autodeterminados em outra formada por mendigos débeis e
diminuída diante do gigantismo estatal.
Em
verdade, o “brazilian way of life” sempre foi baseado nos velhos bordões para a
solução de nossos problemas: “Se o governo fizesse...”, “Se o governo quisesse
investir...”, “Se os políticos se interessassem...”. Esse pensamento de extrema
vinculação do Estado a todas as necessidades básicas é a verdadeira rocha
matriz das máculas nacionais. Um povo que espera tudo de seu governo tende a
receber pouco. Como bem destaca a jornalista Rachel Sheherazade, em seu livro
“O Brasil Tem Cura”, os brasileiros têm uma fortíssima “[...]
tendência ao paternalismo. Obedientes, submissos, subalternos, durante mais de
trezentos anos fomos colônia do reino de Portugal, subservientes a seus
interesses, sujeitos à exploração e dele dependentes. Até hoje, nos orgulhamos
de nossa condição de tutelados, talvez até inconscientemente. Mesmo
transcorridos quase dois séculos do “grito de independência”, ainda não
conseguimos andar com as próprias pernas. Somos cidadãos sujeitos a um Estado
gigantesco, intromissor, castrador e paternalista.”
Fontes:
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/03/administracao-presta-queixa-apos-moradores-taparem-buracos-no-df.html
O Brasil tem Cura. SHEHERAZADE, Rachel. 2015.
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